EXERCITE SEU CÉREBRO

Por Iván Gómez, da equipe de jornalistas do Planeta Vida no México

CIDADE DO MÉXICO - A prática de exercícios não deve estar voltada apenas à idéia de moldar um corpo belo e harmonioso. Deve também enriquecer um dos órgãos mais misteriosos do ser humano, o cérebro. Partindo desta premissa e após mais de dez anos de investigação, a mestre em programação neurolingüística Luz Maria Ibarra criou a chamada ginástica cerebral.

A técnica consiste em uma série de exercícios físicos coordenados, que integram mente e corpo, com o objetivo de obter margens de aprendizagem mais amplas, agilizar a memória e desenvolver a criatividade.

Luz Maria Ibarra explica que com exercícios corporais específicos é possível estimular e abrir as conexões do sistema nervoso, permitindo ao cérebro raciocinar com mais agilidade. Isso porque, segundo ela, o sistema encontra-se ativo e pronto para aprender.

Ela afirma que os resultados da ginástica cerebral foram comprovados através de um programa de computadores denominado neurofeedback. Por meio de sensores cerebrais, confirmou-se que quando a pessoa realiza determinada série de exercícios, certas regiões do cérebro e do sistema nervoso são estimuladas.

A ginástica cerebral, assegura Luz Maria Ibarra - que também integra a Organização Mundial de Educação Pré-Escolar - é uma rotina que ativa as redes nervosas e os hemisférios cerebrais que contribuem para otimizar o aprendizado, expressar melhor as idéias, memorizar com facilidade, incrementar a criatividade, controlar o estresse e estabelecer associações cognitivas.

A especialista dá cursos desta técnica na Câmara Nacional de Comércio do México. Segundo ela, este tipo de exercícios contribui também para melhorar a capacidade de crianças com problemas de lentidão de aprendizagem, hiperatividade, síndrome de Down, entre outros.

A ginástica não torna as pessoas mais inteligentes, mas estimula o cérebro a usar toda a sua potencialidade

Autora do livro Aprenda melhor com a ginástica cerebral, Luz Maria Ibarra diz que os movimentos musculares coordenados ativam a produção de neurotropinas, substâncias naturais que estimulam o desenvolvimento das células nervosas e incrementam o número de conexões entre os neurônios.

O exercício, além de manter em forma ossos, músculos, coração e pulmões, fortalece também o gânglio basal, o cerebelo e o corpo caloso do cérebro. “O sistema corpo-mente se libera através do movimento e este aprendizado toma a forma de comunicação entre os neurônios do sistema nervoso, encarregados de transmitir mensagens elétricas através de todo o corpo”, explica.

Segundo ela, enquanto recebem os estímulos sensoriais, os neurônios formam grupos que, ao se intercomunicarem, convertem-se em enormes redes de informação adquiridas do mundo exterior e que podem continuar crescendo.

Luz Maria Ibarra reconhece, porém, que a ginástica cerebral não torna as pessoas mais inteligentes. Mas permite ativar as capacidades do cérebro para usar todas as suas potencialidades


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